04/06/2012
Em novo álbum, Norah Jones transforma dor em música de qualidade
Rosualdo Rodrigues
Norah Jones coleciona estatuetas do Grammy em categorias relacionadas ao pop, ao jazz e ao country. O trânsito entre um gênero e outro revela a inquietação de uma artista desinteressada em se acomodar neste ou naquele nicho. E o resultado dessa inquietação é uma obra que ganha respeitabilidade a cada novo trabalho. Little broken hearts, o álbum que ela acaba de lançar, dá sequência à evolução à que a cantora se propõe desde que estreou, em 2002, com Come away with me.
O acento jazzy dos primeiros anos se dissolve em misturas com o pop e o rock desde o disco anterior, The fall (2009), e é, em parte, consequência do grande e diverso número de colaborações que Jones faz fora dos discos de carreira — de Willie Nelson a Belle & Sebastian, de Foo Fighters a Herbie Hancock. Um desses encontros aconteceu em 2011, em Rome, CD do produtor Danger Mouse — parceiro de Cee-Lo Green no Gnarls Barkley — e do compositor de trilhas sonoras italiano Daniele Lupi.
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