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27/07/2012

O herói sombrio das HQs volta para salvar Gotham City no filme que encerra trilogia

Felipe Moraes

Nos 164 minutos, as sequências são cozinhadas em diálogos longos, cenas de ação ríspidas e um discurso ambicioso

A pretensão de Batman: O Cavaleiro das Trevas ressurge não é nada modesta. Christopher Nolan, dirigindo o terceiro e último capítulo da atual saga do homem-morcego, pode até negar que seu novo filme contenha metáforas políticas ou os tons sombrios de um mundo — o nosso — em desajuste. Mas os sintomas estão por toda parte.

A tal “conclusão épica” coloca Bruce, o Batman (Christian Bale), na condição de um bilionário antissocial, que se trancou no escuro da mansão dos Wayne após a morte de Harvey Dent (Aaron Eckhart), o promotor público da lei e da ordem em Gotham City. Os psicopatas estão enjaulados. Então, a ameaça, vinda do esgoto, retorna no doentio Bane (Tom Hardy). E o que ele faz? Invade uma bolsa de valores, ordena que seus capangas matem os seguranças, agarra um executivo pela gravata e instaura o caos, aparentemente dando o poder para o povo.

Ainda assim, é também apenas um filme bem escrito de herói, que se aproveita do momento para se conectar com o espírito de uma época — e também com o público, claro. O título se passa oito anos à frente de O Cavaleiro das Trevas (2008), do desmonte da máfia e do assassinato de Dent (o Duas Caras). O comissário de polícia James Gordon (o sempre ótimo Gary Oldman) reluta em revelar o que realmente aconteceu no passado. Ele quer manter as coisas como estão. Numa calmaria garantida por mentiras.

Leia a matéria completa no caderno Divirta-se desta sexta-feira (27/7) do Correio Braziliense


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