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29/07/2012

La beauté du diable é exibido hoje às 19h no Teatro Nacional

Nahima Maciel

O espetáculo fala sobre as proximidades do bem e do mal

O coreógrafo Koffi Kôkô criou La beauté du diable para falar do quão próximos são o bem e o mal. Em cena, ele encara um mensageiro que transita entre Deus e o diabo em um espetáculo solo cujos movimentos resultam de pesquisas que mergulham no cerne da tradição africana. “Abordei esse tema porque estamos numa sociedade em que muita gente e, sobretudo, a sociedade judaico-cristã, coloca o bem e o mal um ao lado do outro. Mas os personagens do espetáculo mostram diferentes aspectos da vida do homem, dualidades que o homem vive no interior de si mesmo. Nós somos nosso próprio inimigo”, explicou o coreógrafo, em entrevista durante a Bienal de Dança de Veneza deste ano, quando estreou o espetáculo na Europa.

As práticas religiosa e ritualística estão na base do trabalho de Kôkô, um padre vodu cujo contato com as religiões animistas africanas vem desde a infância. A dinâmica dos rituais influenciou na construção dos movimentos do espetáculo, mas não foi a única fonte. Kôkô também se alimenta da contemporaneidade para dar sentido ao seu discurso visual e corporal. No caso de La beauté du diable, a dança flamenca serviu de referência para montar essa sequência de movimentos sobre dois conceitos inseparáveis e paradoxais na existência humana.

Serviço
Domingo, às 19h, na Sala Martins Pena (Teatro Nacional). Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 12 anos.


Serviço

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