19/08/2012
No centenário de Jorge Amado, Gabriela cumpre bem o papel
Chico Neto
Nascida como romance em 1958 e hoje no ar em mais uma adaptação para a tevê, Gabriela (no original, Gabriela, cravo e canela) tem feito bonito no ano em que se comemora o centenário de seu autor, Jorge Amado. Não é de hoje que a trama passada na próspera Ilhéus dos anos 1920 ganha destaque na televisão. A primeira releitura foi em 1961, na TV Tupi, com direção de Maurício Sherman e, no papel título, a corista Janete Vollu. A segunda, de 1975 (escrita por Walter George Durst e dirigida por Walter Avancini e Gonzaga Blota), tinha Sônia Braga como protagonista e foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como a melhor produção do ano.
Pelo menos aos olhos de quem leu o livro e assistiu à adaptação de 1975, isso confere à versão contemporâea uma responsabilidade grande — mostrar a que veio, já que o sucesso dos anos 1970 poderia muito bem emergir do arquivo e reestrear. Assim, a expectativa em torno de Gabriela, exibida em uma faixa de horário de bom apelo comercial, há de ter sido grande. O fato é que, até agora, Walcyr Carrasco, maestro da Gabriela século 21 vivida por Juliana Paes, tem servido ao telespectador um regalo. Simples assim: uma história redondinha.
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