Correio Braziliense




Notícias >> Cinema >>
Cinema


04/12/2007

Dramas humanos e existenciais marcam as exibições desta quarta

Klécius Henrique
Do CorreioWeb

Invisíveis, Javier Bardem é um dos destaques da mostra

Uma produção coletiva feita para comemorar os 20 anos da organização Médicos sem Fronteiras abre a programação desta quarta-feira no IX Festival Internacional de Cinema de Brasília. Trata-se de Invisíveis, produzido pelo ator espanhol Javier Bardem (Sombras de Goya), em exibição, às 17h, na Sala I da Academia de Tênis.

Invisíveis, como sugere o título, busca retratar personagens que não são vistos nos conflitos sociais na África e na América Latina. No longa-metragem, os diretores Wim Wenders, Mariano Barroso, Isabel Coixet, Fernando Léon de Aranoa, Javier Corcuera e Elena García Quevedo dão voz a pessoas a quem a palavra raramente é concedida.

O alemão Wim Wenders (Paris, Texas) registra os casos de estupros em massa ocorridos na Guerra Civil do Congo. A catalã Isabel Coixet (A Vida Secreta das Palavras) investiga a quantidade elevada de latino-americanos que morrem da Doença de Chagas – são mais de 18 milhões. Já o espanhol Fernando Aranoa (Segunda-Feira ao Sol) focaliza as crianças-soldados na guerra em Uganda – não muito diferente do que vemos nos meninos do tráfico, no Rio de Janeiro.

Em Um Amor Jovem, às 19h, na Sala I, o ator Ethan Hawke (Antes do Amanhecer) faz o seu segundo trabalho como diretor. O filme acompanha a viagem de um rapaz que, ao completar 21 anos, vindo de uma família destroçada, se apaixona por uma moça com quem roda os Estados Unidos. É baseado em romance do próprio Ethan Hawke, que faz ponta no longa-metragem. Um Amor Jovem tem ainda a participação da atriz brasileira Sonia Braga e é um dos concorrentes do IX FIC Brasília.

Conhecido pelo mergulho que faz na vida da periferia na Argentina, o jovem cineasta Pablo Trapero, diretor do ótimo Família Rodante e de O Bonaerense, está de volta em Nascido e Criado. Programado para as 19h no Cine Academia V, o drama relata a história de uma família feliz (como aquelas que vemos aos montes nos comerciais de televisão) até ser vítima de um acidente. Trapero troca a crise social de seus anteriores filmes pela existencial do protagonista.

Já o chinês Yang Li apresenta o Blind Mountain, às 21h, na sala II. A produção, baseada em histórias reais, registra o drama de mulheres que são seqüestradas na China contemporânea para casar com homens que não conseguem esposas ou são “vendidas” para atuarem como barrigas de aluguel. O longa revela, dessa forma, uma das faces escondidas da economia que mais cresce no planeta.
Também sobre mulheres, Caramel, às 19h, no Cine Academia VI, leva o espectador ao universo feminino das mulheres em Beirute. Na tela, a diretora Nadine Labaki desnuda histórias de libanesas que se encontram em um salão de beleza e falam de um dia-a-dia diferente da imagem do Líbano que vemos na mídia.

O israelense Exuberante Deserto, às 21h10, na sala VII, outro destaque do IX FIC Brasília desta quarta-feira, é a história de um menino que se dedica totalmente à mãe em uma comunidade agrícola. A história se passa no momento em que o garoto realizará o Bar Mitzvah, rito de passagem do judeu para a maturidade. O olhar do garoto retoma parte do que o diretor Dror Shaul viu na própria infância.

O Sol é o terceiro filme do diretor russo Aleksandr Sokurov dedicado a líderes que levaram seus povos à guerra ou a ditaduras sanguinárias. Sokurov havia apresentado sua visão para Hitler (Moloch) e Lênin (Taurus). O protagonista de O Sol é o japonês Hiroito. O imperador é apresentado no momento da rendição, que colocará fim à II Guerra Mundial, depois do bombardeio que devastou Hiroshima e Nagasaki. O drama está em cartaz às 21h no Cine Academia IX.

Confira a programação completa do FIC


Todas Notícias