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06/12/2009

Jorge Ben Jor e Diogo Nogueira juntos em show no Marina Hall

Irlam Rocha Lima

“Pela primeira vez vou dividir o palco com Ben Jor, o que é uma honra para mim”, diz Diogo

O encontro de dois talentosos representantes de diferentes gerações do samba vai marcar o encerramento, em 2009, do projeto Eu faço Cultura, da Caixa Seguros, parte do calendário artístico do Ano da França no Brasil. Depois de passar por 19 cidades, de Norte a Sul do país, a série fecha a programação em Brasília no domingo, a partir das 18h, no Marina Hall (Vila Planalto), com o show de Jorge Ben Jor e Diogo Nogueira, e a participação especial do músico, cantor e compositor francês Lemmy Constantine.(1)

Quarenta e cinco anos depois de surgir com destaque na cena musical brasileira, Jorge Ben Jor, criador do chamado “samba esquema novo”, mantém-se no patamar mais alto da MPB. Em frequente atividade, sempre na companhia da Banda do Zé Pretinho, ocupa-se de agenda repleta de compromissos. Seu trabalho mais atual é o CD Recuerdos de Asuncón 442, do qual, em seus shows, vem cantando Falsa magra, Heavy samba, Emo e Usted é mi marrón glasé. Mas, no repertório, sempre marcam presença os clássicos Mas que nada, Por causa de você, Taj Mahal, Chove chuva, Fio Maravilha e W Brasil.

Diogo Nogueira, sambista surgido em meio ao boom da revitalizada Lapa, é o novo queridinho dos apreciadores do mais popular gênero musical brasileiro. Com seu jeito de garotão carioca gente boa, tem levado as fãs ao delírio durante as apresentações, como há um mês na AABB, quando lançou em Brasília o álbum Tô fazendo a minha parte. “Tenho feito, em média 12 shows por mês, sempre para grandes plateias. Pela primeira vez vou dividir o palco com Ben Jor, o que é uma honra para mim. Devo inclusive fazer uma ou duas músicas com ele”, antecipa.

Em seu disco de estreia, Diogo buscou homenagear seu pai e mestre, o grande João Nogueira, gravando sambas imortalizados por ele. “Em Tô fazendo minha parte, fiz questão de ter um repertório de músicas inéditas, algumas minhas com parceiros como Ciraninho e Leandro Fregonesi, e de compositores renomados, entre os quais Chico Buarque, Ivan Lins, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Wilson das Neves e Xande de Pilares”, comenta.

1 - Violão cigano
Convidado especial do show, o músico, cantor, compositor e ator francês Lemmy Constantine nasceu na periferia de Paris, onde iniciou sua trajetória artística. Suas principais influências são a música do Leste Europeu, o violão cigano e Frank Sinatra. De sua obra fazem parte os CDs Manouche land, Meeting Sinatr & Django e In difference.


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